Segundo divulgado, a Medida Provisória 808, de 14 de novembro de 2017, editada pelo Sr. Temer, supostamente para corrigir falhas da Reforma Trabalhista introduzida pela Lei 13.467/17, já recebeu, no Congresso Nacional, quase 900 (novecentas) emendas de redação, que propõem desde a total revogação da Lei 13.467//17, com restauração da redação anterior da CLT, até novas formas de financiamento para os Sindicatos (que perderam a Contribuição Sindical com a Reforma).

Como diria minha avó: Olho grande cria remela!

A vontade de mudar a legislação trabalhista de qualquer jeito, sem ouvir amplamente as pessoas que a vivenciam no dia a dia, deu no que deu. Uma lei ordinária mais ordinária do que lei, remendada por uma Medida Provisória que já detém o título de recordista de emendas no Congresso Nacional (o 2º lugar, com mais de 700 emendas, é de uma MP, também recente, a MP 793, que trata do refinanciamento/perdão/desconto de dívidas de ruralistas).

Segundo noticiado, há emendas de todos os gostos e de todas as cores, inclusive da dita base governista.

Considerando que no primeiro dia útil pós-reforma, segundo noticiado, um trabalhador cuja renda era o salário mínimo de R$ 880,00, por aplicação da reforma, foi condenado a pagar R$ 8.500,00 (oito mil e quinhentos reais) em despesas processuais (custas, honorários de sucumbência e penalidades por má-fé), talvez o melhor mesmo fosse a revogação integral, com a repristinação da CLT do jeito que antes se encontrava.

Evidentemente, isso não vai ocorrer, mas se o Congresso Nacional, em vez de nos empurrar goela abaixo outra reforma (a da Previdência), aproveitar a oportunidade para efetivamente debater os quase 900 pontos que foram objeto de emendas com quem entende do assunto, talvez se possa, afinal, tirar desses limões uma limonada!

Enquanto isso não acontece, que se dane a segurança jurídica.